O exercício do poder pessoal>>
Diante de um mundo no qual predomina o exercício do poder do mais forte, seja pela força bruta, pelas armas, pelo poder econômico ou intelectual, cujo resultado é a opressão e a exploração da grande maioria da humanidade, uma reação comum é darmos às costas para qualquer exercício de poder. Contudo, abrir mão de nosso poder pessoal é cedê-lo a alguém outro. Quando fazemos isto, temos a impressão de que não precisamos nos responsabilizar pela sua utilização, mas o que fazemos de fato é deixar o outro decidir nossa vida e nosso destino.
Quem ou o que está decidindo sua vida e seu destino? Quais são as suas razões para abrir mão de seu poder? Qual é o benefício que você obtém, ao ceder seu poder? Reflita por um tempo nisto e acolha suas descobertas. Criamos nossas crenças como resultado de experiências que, em um dado momento de nossa vida, foram a melhor solução para uma determinada situação. Mas se as criamos, também podemos desfazê-las e criar outras. Que crenças você quer sustentar neste momento de sua vida?
Uma crença é uma afirmação que formulamos com o menor número de palavras. Por exemplo: “Não consigo ser feliz!” ou "Isto é suficiente para mim." Você pode fazer uma lista de suas crenças, simplesmente anotando as frases que você diz recorrentemente ao longo do dia. Aquilo que os outros ouvem você dizer com frequência.
Reserve um tempo sozinha e escolha uma das crenças da sua lista. Repita a crença para você mesma várias vezes, até sentí-la reverberando em seu corpo. Preste atenção ao que você sente quando diz isto. Continue atenta e identifique o contexto do qual emerge esta frase. O que você está expressando realmente, quando faz esta afirmação? Se você quiser, pode anotar suas descobertas ao lado da crença. Acolha quaisquer sentimentos ou sensações ou pensamentos que estão associados. Descubra a que serve esta crença em sua vida.
Crenças são memória reprisadas. E memórias sao como roupas que estão penduradas no nosso armário e que já não nos servem ou que raramente usamos. Limpe seu armário. Reveja se você ainda quer manter esta crença, ou se você pode substituí-la por outra que esteja mais atualizada, mais em sintonia com quem você é neste momento. Seja criativa! Atualize seu banco de memórias!
Recuperar e exercer o poder pessoal na nossa vida cotidiana é uma das atitudes mais revolucionárias que podemos ter. Ao me apropriar do meu poder, posso determinar os fins para os quais vou utilizá-lo, escolhendo e responsabilizando-me conscientemente pelas minhas ações e suas consequências. Como a força que impulsiona cada ação humana, o poder pessoal é um instrumento que nos possibilita participar conscientemente da vida, contribuindo com a transformação da consciência social
"Poder” é mais um verbo do que um substantivo; refere-se mais a uma ação do que a uma coisa. Quando afirmo “eu posso”, estou em contato com meu poder pessoal. Toda pessoa pode. O que podemos talvez seja diferente para cada um/a, ou em momentos diferentes de nossa vida, mas todas e todos podemos.
O poder não é algo que se possui! O poder flui através de nós, oriundo de uma fonte transpessoal, seja ela nomeada de Deusa, Deus, Cosmos, Eu Superior, Self, Essência, Alma, Grande Mistério, Atman, Extraterrestre, Intraterrestre, ou simplesmente Universo. Qualquer que seja o nome que lhe dermos, para acessar esta fonte que brota no âmago de cada uma de nós, temos que nos voltar para dentro e mergulhar nas profundezas escuras, inconscientes, do nosso ser. Precisamos nos aventurar pelos espaços recônditos que guardam nossos melhores tesouros, aqueles acumulados ao longo das nossas existências e que muitas vezes estão esquecidos em algum lugar obscuro, apenas aguardando serem redescobertos. Toda vez que voltamos de uma jornada interior, trazemos conosco esses recursos há muito adormecidos, tornando-nos mais poderosas/os.
Ao impregnar nossas ações cotidianas com esse poder pessoal, estabelecemos uma profunda conexão com todos os seres, quer eles pertençam ao reino humano, animal, vegetal ou mineral. O poder inerente a cada ser é um elemento importante na sustentação da vida como um todo. Assim, quando nos inserimos como um elemento nesta comunidade universal, aliando nosso poder com o poder dos demais, estaremos contribuindo para o fortalecimento do Campo Unificado de Consciência, uma outra designação para a Grande Deusa.
Para nos apropriarmos do nosso poder, precisamos rever nossas crenças, hábitos e atitudes, desfazendo-nos daquilo que não nos serve mais e recuperando o que estava esquecido. Isto é algo que poderíamos fazer com alguma regularidade, assim mantendo nossas potencialidades atualizadas e disponíveis para serem empregadas nas nossas ações cotidianas.
Ao nos desfazermos de algo, é importante reconhecer e honrar a utilidade que isto teve em algum momento da nossa vida, antes de retornar sua energia para o manancial cósmico, onde poderá ser reutilizada ou reciclada. Quando nos desfazemos de algo, não devemos fazê-lo porque isto não é bom, mas porque não está mais em harmonia com o que somos neste momento. Tudo no universo tem seu valor, sua utilidade, e contribui com a harmonia geral, se estiver no seu devido lugar.







